<<<A Arte da Caligrafia>>>
Quando Começou A Se Usar A Pena

A idéia de utilizar símbolos para representar e comunicar pensamentos e palavras foi uma das maiores obras da imaginação humana: pode-se dizer até que a invenção da escrita, mais do que qualquer outra idéia, tenha sido a que mais facilitou o desenvolvimento social e cultural.

Em alguns livros encontramos que na sociedade antiga o conhecimento da escrita mais do que um privilégio era uma função social, ligada à religião e à arte de governar.

 Não se sabe como nem quando se começou a escrever. Em diversos textos encontramos que alguns séculos anteriores a 3000 A.C os homens já escreviam e as primeiras formas seguramente foram pictóricas.

A escrita pictórica, hoje considerada o primeiro estágio da verdadeira escrita, consiste em seqüências de desenhos até que se forme uma narração ou um conjunto de idéias.

Da escrita pictórica passou-se à escrita ideográfica e depois à analítica, até a invenção do sistema fonético – primeiramente silábico e depois alfabético – que regeu a escrita mais simples, favorecendo a flexibilidade e reduzindo muito o número de símbolos necessários.

O alfabeto que utilizamos hoje veio dos etruscos e foi adquirido pelos romanos. Ao alfabeto etrusco os romanos adicionaram as letras gregas “Y” e “Z”, resultando num total de 23 letras. As letras “J”, “U” e “W” foram adicionadas na época medieval para acomodar mais valores fonéticos.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

A escrita representa um meio universal de comunicação e caligrafar significa estar atento às regras de beleza e harmonia que governam a forma das letras.

 Mesmo os romanos tinham uma grande precisão ao desenhar e esculpir as letras da escrita oficial, tanto que ainda hoje a letra do tipo romano é uma das mais belas, legíveis e equilibradas.

 Na Itália nasceu o estilo “cursivo”, ou seja, a escrita inclinada para a direita. Esse estilo confere um senso de elegância e confiabilidade e foge da solenidade do maiúsculo romano. A chancelaria, por exemplo, escrevia cartas nesse estilo para vários bispos e reinantes e foi assim que surgiu o estilo “real”. De fato, da palavra chancelaria deriva o nome de “cancelleresco” (usado na Itália) ou de “cancery” (usado na Inglaterra). Os anglo-saxões ainda hoje chamam de Cursivo Itálico porque são letras provenientes da Itália.

 Para a cultura ocidental a Itália representa uma referência importante, havendo construído em dois mil anos de história um riquíssimo patrimônio de escrituras ainda hoje consideradas modelos fundamentais, como por exemplo, a caligrafia original que os nossos antecessores utilizavam no período que vai do séc V A.C. ao séc XVIII, como: rústica, romana capital quadrada, uncial, gótica, redonda e cursiva inglesa.

 A tecnologia e a difusão dos computadores em todo o mundo fez com que a pena quase não fosse mais usada. Até nas escolas a “bela caligrafia” não mais existe.

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